Arquivos do mês de março, 2010

17 Boas imagens By Deasy

Sabe aquele papo de que:

“uma imagem vale mais que mil palavras”

Então, bem por ai…

Precisa escrever alguma coisa ?

  • Fonte das fotos: Deasy

Boas Ondas e Boa Sorte

Geraldine Gogin: a peruana tuberider local de Puerto Escondido

Continuando com as meninas do bodyboard mundial, quem chega às nossas postagens agora é a peruana Geraldine Gogin.  Com uma performance excelente nas ondas tubulares, a atleta nos mostra no vídeo abaixo, que garota também sabe pegar grandes tubos, sem dúvidas alguma, foi o profile de mulher com mais tubos já vistos.

Local de Puerto escondido no México, onde reside atualmente, Geraldine mostra muita disposição.

Vale muito ver o vídeo abaixo:


 

Boas Ondas e Boa Sorte

A eterna rainha Mariana Nogueira

É com muito orgulho e prazer, que divulgamos esta matéria feita pela liquide, dentre as muitas ótimas que são postadas por eles.  Falar sobre a Mariana Nogueira é sempre muito bom, além de ser uma das melhores pessoas que eu já conheci na vida, é a eterna rainha do bodyboard mundial. Ganhou todos os rankings em que disputou (mundial, brasileiro e carioca), fez as melhores baterias já vistas em toda a história do nosso esporte na categoria feminina, e foi à atleta que executou o El rollo (manobra do esporte) mais radical já visto em Pipeline no mundial das meninas (merecidamente ganhou a nota máxima dos juízes, 10 unânime). Sem contar com os seus invertidos (outra manobra) de cabeça para baixo que ela mandava no lip em Pipeline.

Atualmente afastada das competições, casada e com duas lindas filhas, Mari como é chamada carinhosamente pelos seus amigos mais íntimos, ainda está destruindo nas ondas perto de sua casa (prainha, barra e grumari), no Rio de Janeiro.  Em poucos dias atrás, a sua sucessora, a capixaba Neymara Carvalho, e a única que até hoje alcançou os títulos e a radicalidade de Mariana Nogueira, postou em seu facebook, uma mensagem: – “MVM movimento volta Mariana”, onde a mesma pedia para Mariana voltar às competições e ir competir à etapa do mundial de Búzios no próximo mês.  Foi tão comentada esta mensagem pelos bodyboarders de todo o globo, que emocionou a nossa rainha Mariana, mas infelizmente não foi o suficiente para convencê-la a competir. Agradeceu muito por todo o carinho das mensagens, mas disse que está fora das políticas que giram em torno dos eventos e que estes (em sua opinião) não têm mais o brilho como antigamente, é uma pena, pois surf para fazer a final ela tem de sobra.  Por equanto vamos matar as saudades desta top mundial aqui no UrdanLife, agradecemos mais uma vez o excelente trabalho que a equipe da liquide vem realizando ultimamente, pedimos muito obrigado por nos ceder estas fotos, continuem com o trabalho de divulgar o verdadeiro bodyboarding galera, parabéns.

Abaixo Mariana Nogueira na prainha mostrando que talento ela tem para dar e vender

 

Boas Ondas e Boa Sorte

Cris Won Taloa!! The best stand up rider

Um verdadeiro talento nas ondas.

Dentre os muitos vídeos que eu já pude ver no youtube, este ai com certeza é um dos que mais curti, além de ser um grande amigo este cara aí, eu também o admiro muito como atleta, bodyboarder, pessoa, amigo, pai (recentemente teve uma filha linda).

Para a nova geração que nunca ouviu falar sobre Cris Won Taloa, ele é local do Havaí e é considerado o melhor Stand up rider do mundo.  Stand up é uma modalidade do bodyboard praticado em pé, este talento foi um dos grandes nomes no cenário do nosso esporte na década de 90, e continua representado muito bem o estado do Havaí com seu carisma e talento por onde passa.  Conseguiu criar um grande interesse da mídia e bons patrocinadores pela grande habilidade que consegue praticar o bodyboarding, ex competidor do circuito mundial, americano e havaiano de Bodyboarding, Taloa também explorava o seu lado, digamos em pé, e o fazia muito bem.  Participou de alguns campeonatos do wqs de bodyboard em pé, contrariando muitos surfistas, conseguiu se inscrever nestes eventos e chegando bem perto de algumas semifinais, derrotando muitos “surfistas” profissionais conhecidos, alguém dúvida do talento deste cara? Espero que vocês curtam o vídeo abaixo, eu acho sensacional ter esta habilidade em pé em uma prancha de bodyboard.

Heroes bodyboarding Podcast Thevigia

Mais uma edição “criativa e diferente” de Daniel Quintanilha, o “Thevigia”, em uma das últimas ondulações do verão carioca, não estava aquele Leme clássico que os locais conhecem, mas rolou boas ondas, confiram abaixo.

Heroes bodyboarding Podcast Thevigia from thevigia on Vimeo.

Boas Ondas e Boa Sorte

5C Bodyboards & Equipments apresenta “TH 5C PROYECT V.1″ – Airam Cabrera

O mentor da marca 5c bodyboards de pranchas européia, Airam Cabrera, nos enviou algumas fotos de sua última temporada no Havaí, praticamente em Pipeline.

  • Fonte das fotos: Víctor Crespo

Aproveitou a leva e enviou o seu último profile, o primeiro da série do projeto “Th 5C Proyet V.1”, na qual serão apresentados todos os componentes da equipe 5C, este do Airam é o primeiro.  Filmado e editado por Jose Hernández. Muito bacana este profile, destaque para as manobras aéreas de Airam e a qualidade das ondas das Ilhas Canárias, mais uma vez mostrando o grande potencial dos seus tubos perfeitos.

TH 5C PROYECT V.1 from JOSE HERNÁNDEZ on Vimeo.

Boas Ondas e Boa Sorte

Psiuuuuuuuu !!! No coments

Guilherme Tâmega naquele que foi considerado um dos melhores tubos desta última temporada havaiana.

  • Foto: Andrew Rams

Boas Ondas e Boa Sorte

União de Forças !! J.Urdan & Henrique Pinguim

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Muito obrigado, estas são as palavras que o Urdanlife escreve nesta postagem para o fotógrafo Henrique Pingüim, “forças de talentos”, é como podemos definir esta parceria entre J.Urdan e Pingüim.  Amigos de longa data (o que ajuda muito na sintonia que ambos conseguem se posicionando um para o outro), os bodyboarders estão produzindo bons materiais fotográficos dentro d’água.  O que é mais interessante são os ângulos que ficam as fotos desta parceria.  Em seu novo blog, o fotógrafo fez uma homenagem bem bacana ao atleta e com altas fotos, dêem uma olhada lá e confiram o material produzido por eles.  Se no Brasil eles fazem esta brincadeira, imaginem em picos como Tahiti, Pipeline e outros parecidos,  como não vai ficar esta união hein…aguardem próximas notícias!!!

Boas Ondas e Boa Sorte

Leila Alli a “Tuberider” carioca

Disposição Pura para as ondas do Hawaii

LeilaAli

“Boas energias estão voltadas para o nosso esporte no ano de 2010, destaque para as ondas perfeitas que quebraram no mundial masculino de Pipeline neste último mês de fevereiro, falando em ondas perfeitas em Pipeline, o Urdanlife, com muito prazer, homenageia uma das melhores atletas femininas da história do Bodyboarding mundial, a carioca Leila Alli.

Nascida e criada no Rio de Janeiro, a bodyboarder sempre foi muito ligada às ondas mais tubulares, o seu começo no esporte foi praticamente nas ondas do Leme, berço do esporte e uma das melhores ondas para a prática do Bodyboarding no país. As suas melhores atuações nas competições, na maioria das vezes, ocorreram quando as condições estavam realmente boas. Leila sempre deixou claro que gosta de ondas perfeitas, fundos de pedras, e é uma catedrática quando o assunto é tubos. Uma das primeiras meninas a morar no Hawaii (onde reside com a sua linda família até hoje), Leila já tem, acumuladas em sua bagagem, horas de tubos o suficiente para ser considerada com umas das melhores tuberiders da história do Bodyboarding feminino. Mas não é só de alegria que ela vive, assim como todo atleta, a tuberider já teve sérios problemas com contusões devido a sua coragem de dominar as grandes ondas do Hawaii.   Foi a única atleta feminina que ganhou duas notas dez unânimes dos juízes, em uma competição em Pipeline/Hawaii em toda a história deste evento.

“Exclusivamente no Urdanlife, esta linda mulher, amiga, atleta e mãe, conta tudo sobre as suas aventuras no Bodyboarding, fala também de seu mais novo projeto, o Surf Bus de Oahu”

com a palavra, Leila Alli:

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Tempo de esporte: Vinte e tres anos, desde que eu nasci! Ha ha!!

Tempo de competição: Eu competi por quase 20 anos, mas agora só compito em Pipeline mesmo, já que e a única chance que a gente tem de surfar só com 3 pessoas na água! To pagando a inscrição ate U$1000!

Patrocínio: BeWet Wetsuits, Kpaloa

Melhor tubo já surfado: Melhor não tem, mas o tubo mais largo foi em Padang Padang, o mais longo foi em Super Sucks. Tiveram uns legais em G-land e Pipe/Backdoor também.

Maior mar que já surfou: Maior mar foi em Waimea, numa época em que não tinham 50 cabeças dentro d’água e o perigo de pranchas voando em cima de você não era maior do que o tamanho das ondas. Entrei sem noção e quando eu já estava lá dentro, me disseram: “Ao meio dia a baia vai fechar: -” Quando a baia fecha, quer dizer 25 pés de onda… Olhei no meu relógio e eram quinze para o meio dia! De repente todo mundo saiu remando desesperadamente e iguais a loucos para o outside, os surfistas de ondas grandes com aquelas pranchas enormes davam duas braçadas e moviam-se bem mais rápido do que eu. Eu abaixei a cabeça e bati os pés e os braços como nunca tinha feito antes, a baia fechou e eu me salvei por pouco. Depois, o salva vidas foi de Jet ski até lá fora perguntar se eu estava ok, pedi uma carona para sair e ele virou para mim e disse: “Você entrou sozinha, agora tem que sair por sigo mesma.” Peguei umas duas ondas ainda e sai do mar.

Pior caldo: Um dos piores foi em Pipeline no campeonato de 2007 que eu sai rolando no coral, bati com a cabeça, ombro, costas e ainda tomei as próximas duas ondas na cabeça! Mas já tomei umas ondas em Waimea anos atrás que eu perdi a noção do que era o fundo e o que era a superfície, eu não sabia se nadava para cima ou para baixo, tudo escuro. E de repente quase sem ar, eu me toquei de escalar meu estrepe que estava esticado segurando a minha prancha que estava boiando e me ajudando a não afundar ainda mais.

Melhor onda do mundo: Uma só eu não tenho… Destaco três em particular: Padang em Bali, Pipeline no Hawaii e Super Sucks na indonésia.

Pior onda do mundo: Qualquer beach break com meio metro de onda cheia…

Uma manobra: Eu acho que passar por dentro da onda e a melhor manobra que existe…

Melhor bodyboarder feminino que você já viu: Neymara Carvalho

Melhor campeonato que já competiu: Pipeline 2002, eu tive um dez unânime para esquerda em uma bateria, e na bateria seguinte tive outro dez unânime para direita (Backdoor)! Eu estava tão amarradona de surfar altas ondas sozinhas em Pipe… Até que uma Porto Riquenha forçou uma interferência em mim,  acabei perdendo na semi-final.  Ainda contavam snake como interferência sua. Ela foi reto e eu ainda peguei um tubinho, mas com uma nota só, perdi… : (

Um filme de Bodyboarding:

Um filme sem ser de Bodyboarding: “Quem quer ser um milionário?”

Uma comida: Mediterrânea

Uma bebida: Cerveja estupidamente gelada…. Mas tem que ser no Brasil!

Uma música: “Alive” Pearl Jam

Um sonho: Pegar um tubaço em Pipeline vindo lá de fora naqueles dias gigantes, saindo com baforado no canal. Uma daquelas que você vê, assiste do canal o cara dopando no caroço, já pondo para dentro half way no drop, dragging o rail totalmente… Iguais ao que o Mike Stewart e o Guilherme Tâmega pegam em toda temporada!

Primeiramente muito obrigado pela entrevista para o URDANLIFE, é uma honra ter você em nossas postagens, bom Leila vamos lá… Quando e porque você resolveu morar fora do País?

Eu não resolvi… Simplesmente aconteceu. Em 1995 no primeiro ano do circuito mundial, eu fui do Havaí para a Austrália, conheci meu ex-namorado Ben Holland e ficamos juntos por 8 anos viajando pelo mundo afora e competindo o Tour, a antiga G.O.B (Global Organization of Bodyboarders). Depois eu fiquei na Indonésia por um tempo, voltei ao Havaí, casei e tive uma filha e fiquei por aqui onde é minha atual residência.

Você foi umas das primeiras meninas a surfar Pipeline, e até hoje, é umas das melhores nesta onda quando as condições estão perfeitas, o que você acha disso?

Poxa, obrigada pelo elogio! Eu gosto muito de Pipeline, só isso. Eu já passei muitos invernos caindo em Pipe o dia todo e tentando sempre melhorar a minha performance nesta onda, hoje em dia não faço mais isso devido ao crowd insuportável que aumenta todos os anos… São mais de 70 pessoas em dias normais, chegando a mais de 100 alguns dias. Entre locais, surfistas profissionais ou não, bodyboarders profissionais ou não… Quem foi, quem é, e quem quer ser está dentro d’água, e eu não tenho tempo para ficar por duas horas esperando para pegar 2 ou 3 ondas geralmente ruins… Porque a boa não tem nem como cogitar. Prefiro cair em outro lugar não tão bom, mas que não tenha tanta gente e que eu consiga pegar mais ondas. Mas é lógico que ainda caio em Pipe quando as condições são favoráveis = sem crowd!

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(Tubo nota dez em Pipeline, fotos cedidas pelo fotógrafo americano residente no Hawaii Paul”Gordinho”)

Descreva Pipeline: E uma onda perfeita… Acho o Backdoor mais difícil que Pipe. O crowd nesta onda atrapalha a sua performance mais do que tudo.

Tem um tipo de onda em Pipeline que quando vem, ela vem um pouco mais de fora e um pouco mais para o lado, ela deixa você entrar mais fácil. Tem outro tipo que encavala muito rápido na bancada, ela ate parece fácil, mas de repente é como se o fundo caísse. Isso acontece muito quando o mar sobe muito rápido…. A velocidade com que a onda chega à bancada e absurda.

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(Se jogando em Backdoor em um dia épico)

Como é um dia perfeito na vida de Leila Alli?

Eu acordo com um bafinho de criança respirando bem perto do meu rosto falando: – “Mamãe vamos acordar?” Me levanto e sirvo o café da manhã, faço nosso almoço, almoçamos e a levo para a escola.  Depois vou para o North Shore, se as ondas estiverem de 6 a 8 pés vou para Backyards, uma onda mais light onde costuma ter poucas pessoas.  O vento está parado, a água clarinha, você consegue ver o coral no fundo do mar. Pego onda por umas duas horas, pego a minha filha na escola e a gente vai para o parquinho brincar!

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(Caminhando para a bateria em Pipeline com a sua família desejando boa sorte)

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(Sequência em Pipeline by Stephanie Petersen, em breve teremos uma entrevista com esta idala)

Além de ser uma ótima atleta dentro d’água, você também consegue sobressair como umas das meninas mais profissionais fora d’água. Nunca pensou em ser presidente de uma associação mundial na categoria feminina?

Desde que eu comecei a competir, eu sempre estive envolvida nas associações como representante da categoria feminina, tanto no circuito carioca, como no brasileiro e na IBA. Já pensamos em abrir uma nova associação aqui no Havaí para organizar campeonatos e etc. É um projeto que está na gaveta, mas que pode se tornar realidade no futuro.

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Falando nas competições, como você vê o Bodyboarding feminino mundialmente?

O nível está crescendo muito, cada vez mais eu vejo as meninas saindo do feijão com arroz para ganhar campeonatos, tentando melhorar em ondas de conseqüência, fazendo manobras com pressão e procurando o tubo.

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(Finalista em Pipeline)

Como foi a sua decisão de virar freesurfer?

Foram varias coisas que me levaram a seguir esse caminho. Em primeiro lugar, eu nunca fui uma competidora das mais acirradas, depois tive uma série de contusões que dificultaram ainda mais o treinamento para poder competir de igual para igual, os patrocínios não estavam pagando legal e a vontade de surfar ondas boas sem pressão não me animava mais.

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E o seu afastamento das ondas devido as suas contusões no joelho, como foi isso, já está tudo em perfeitas condições para pegar os tubos de Pipe?

Eu me afastei durante pouco mais de um ano e voltei bem devagar, eu acredito que estou bem melhor agora. Estirei o ligamento cruzado anterior no campeonato de 2007, e decidi não operar, então o cuidado é bem maior, eu tenho que estar sempre fortalecendo os músculos em volta para poder segurar a onda, literalmente. Foi uma boa chamada à realidade para provar o Power das ondas no Havaí, em especial Pipeline. Realmente você tem que estar preparado fisicamente para isso.

Você sempre foi considerada com uma das bodyboarders mais bonitas, nunca pensou na carreira de modelo, atriz ou algo do gênero que explore a sua beleza?

Obrigada!! Eu já fui modelo, mas não tinha muita paciência para ir à castings e sessões de fotos e etc…Quando o time brasileiro foi à Austrália no primeiro campeonato em Manly, eu levei meu book da Elite e a agencia da Elle Mcpherson, que era uma modelo reconhecida na Austrália, me chamou para fazer parte da agencia onde ela trabalhava, queriam que eu fosse para o Japão logo depois do campeonato… Só que a galera estava indo para Bali logo depois da Austrália e logicamente eu escolhi ir a Bali!!  Uns anos mais tarde, quando eu morava na Austrália, uma foto minha do Eric Tungsten entrou na revista Inside Sports (uma revista de esporte e comportamentos como estas que existem no Brasil), num artigo com o titulo “the world’s most beautiful athletes” (os atletas mais bonitos do mundo)… Talvez eu pudesse ter seguido esta carreira, mas o Bodyboarding falou mais alto.

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Falando em outras profissões, teve uma época em que você se empenhava bastante para fazer filmes de Bodyboarding (tanto para filmar, quanto para ser filmada) ainda faz algum trabalho neste tipo? Você ainda filma?

Eu filmei, editei e produzi 3 filmes de Bodyboarding feminino. O Spectrum, o Mentawaiis Challenge, e o ultimo foi o Hawaiian Dreams, mais voltado para o mercado japonês. Depois que eu tive minha filha, o tempo livre que me sobra eu quero estar dentro d’água, mais do que na areia filmando, mas estou super a fim de lançar um filme novo.. De repente ano que vem sai o próximo… Eu ainda colaboro com filmagens e edição em dois programas de esportes radicais femininos aqui no Havaí, são eles: FlyGirlz e Wahine Blue.

E sobre este seu novo projeto, o surf bus de Oahu, a galera do Brasil que não conhece Honolulu que vai gostar, como funciona?

O Surf Bus é quem paga as contas enquanto a gente acha tempo para se divertir!

The Surf Bus- North Shore Actvities Tour - como o nome diz um ônibus que leva os turistas de Waikiki (cidade de Honolulu) para o North Shore (onde se encontram as grandes ondas havaianas), chegando lá eles fazem diversas atividades, não precisa necessariamente ser o surfe ou bodyboarding, mas pode ser também kayak, bicicleta, caminhadas, mergulho, stand up paddle.

A idéia é tirar o turista da inércia para fazer coisas legais no North Shore, e mostrar que ha muito mais do que ondas para se fazer neste paraíso, e ao invés daquele tour que você só sai do “busum” para tirar fotos e sentar de novo, a gente bota a galera para se divertir mesmo.

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Para finalizarmos com chave de ouro, fale como foi este drop sinistro em Pipeline?

Foi tudo uma seqüência de acontecimentos: eu estava com o joelho já machucado, mas ainda a fim de me dar bem na competição. Acabei entrando ai veio essa onda e parecia muito boa, na mesma hora eu vi essa menina de Porto Rico vindo remando para cima da onda querendo ela a qualquer custo, então eu pensei comigo mesma: – “Ah, não… Outra Porto Riquenha no meu caminho não” (lembrando a interferência do outro campeonato de Pipeline) Eu comecei a remar com tudo, senti que estava meio atrasada, mas no principio do drop estava tudo sob controle, de repente a onda encavalou e fez tipo um degrau no meio do drop, eu perdi o rail e o resto você imagina…Bem, eu bati com a babeca, ombro, perna..sai rolando no coral, o que foi a minha sorte, porque não bati com tudo de uma vez só. Quando levantei, o salva-vidas já estava do meu lado e a gente levou mais duas ondas na cabeça, perdi a prancha, sai nadando, entrei de novo e fui para a final! Então ta valendo! NO PAIN NO GAIN

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(Um dos drops com mais atitude feitos por uma mulher, se não, o mais sinistro)

Um recado para o URDANLIFE e seus leitores:

Jeff, muito boa sorte no seu blog! Saudades de ver você surfando com esse seu estilo único e espero te ver em breve! Aloha do Havaí! Bjs

Boas Ondas e Boa Sorte

TURBO PIPELINE PRO FINALS – Filmed /Edited by Luke Bickley

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Mais um, dos muitos vídeos que foram lançados na web do Turbo Pipeline Pro, neste destaco a onda do El Rollo de Diego Cabrera para backdoor,e com a maré bem seca, ali é um dos lugares mais rasos do North Shore, o cara mostrou disposição… parabéns!! não ganhou, mas fez bonito.

Boas Ondas e Boa Sorte

Legend’s do Bodyboarding mundial “verdadeiras relíquias”…Primeiro time brasileiro a competir na Austrália

Campeões Manly Beach 1990 Australia

(Campeões em Manly Beach 1990 Austrália – da esquerda para a direita: de blusa branca Isabela Nogueira, Glenda Kozlowski, Alexandre Pontes “Xandinho”, Chris burkart e Paulo Esteves)

Nada como descobrir mais sobre a história do nosso esporte, de onde viemos e quem eram os nossos primeiros representantes, poder entender e aprender a mágica de tudo o que acontece no mundo do Bodyboarding é fantástico.  Imaginem vocês, que navegando através da internet, me depararei com umas fotos, muito relíquias, estas são realmente muito valiosas… Achei umas fotos do havaiano Mike Stewart e seu amigo Keith Sasaki, também havaiano e um dos primeiros a praticar a modalidade drop-knee.  Encontrei também uma foto de um dos primeiros times brasileiros a competir fora do Brasil, em um campeonato na Austrália, praticamente em Manly beach.  Este evento foi considerado como o campeonato onde os bodyboarders profissionais da época, começaram a pensar em ter um circuito mundial fixo, e que não valesse só a etapa em Pipeline, como era realizado antes do início do circuito mundial, extinta G.O.B(Global Organization of Bodyboarders).

A foto onde tem os brasileiros, além das meninas Isabela Nogueira e Glenda Kozlowski, podemos ver também, o nosso embaixador do Bodyboarding mundial, Alex de Pontes, mais conhecido como xandinho, que na época, era um dos maiores mentores do esporte no mundo. Foi um dos primeiros a se reunir com as estrelas mundiais (Mike, Ben Severson, os Australianos e etc), para juntos, lutarem por um circuito mundial com etapas em todos os cantos do planeta.  É sensacional e gratificante ter visto este cara de perto, quando eu comecei no esporte, bem garoto, eu gravava alguns programas de televisão onde ele aparecia competindo os eventos de Pipeline e fazendo as finais (o primeiro brasileiro a fazer final em Pipe), era demais.  Infelizmente quando eu comecei a despontar no Bodyboarding, ele estava partindo para outra vida, eu o cumprimentei algumas poucas vezes, mas lembro de um dia que ficará marcado para sempre, ele virou e falou: - “Ai moleque, você está destruindo, mandando muito bem mesmo… Já está na hora de virar profissional e dar um trabalhão para agente, não acha?”… Caçamba, foi muito bacana este elogio, lembro-me como se fosse hoje… Não dormi durante uma semana, muito bom ter escutado isso de um dos meus grandes ídolos da época, que logo em seguida (meses depois), veio a falecer em um acidente de carro em Portugal. 

Alexandre Pontes não foi só um ótimo atleta a nos representar fora do país, ele era muito mais do que isso, ele foi um dos primeiros a começar a estruturar o esporte mundialmente, um dos que mais brigou por um “World Tour” de verdade, vocês tem noção do que é isso? É muita moral galera!!!

Xandinho sempre lutou para o nosso esporte ser reconhecido, exemplo de atleta, um excelente profissional.  Sempre ao seu lado (tanto nesta foto), como também na vida, tinha o seu melhor amigo: o também profissional Paulo Esteves, um grande nome que já teve no Bodyboarding brasileiro e mundial.

A performance deste atleta inspirou muita gente que valoriza o estilo fluido e radical ao mesmo tempo, inclusive a mim, que comecei a lapidar meu estilo olhando o Esteves pegar onda. Que invertido animal este cara tinha para esquerda, vocês não imaginam como era radical de cabeça para baixo, e ao mesmo tempo, tão solto e tão fluido, o cara deslizava na onda. 

Estas fotos fizeram lembrar-me o meu começo no esporte, pode parecer meio saudosista, mas não é nada disso, mesmo porque eu não adoto muito o saudosismo em minha vida, mas é impressionante como existia uma paixão maior nos iniciantes daquela época. Não sei… Posso estar me equivocando, mas hoje em dia, antes mesmo de quererem aprender sobre como ser um campeão, já querem ser um ícone, o melhor de todos, querem ser o mais sinistro na água, não respeitando nada e nem ninguém, o crowd destes que pensam assim, é insuportável. Lutam para ser o que? Famosos? Reconhecidos? E o início? E a raiz? Acabam ficando com um ar meio de “marrentos”, e que em minha opinião, tornam-se “sem noção”.

Hoje em dia eu não vejo a nova geração assim tão amarradona em aprender sobre o Bodyboarding (quando digo aprender, é saber mais da história, do passado, campeonatos, o nosso começo né). Os atuais iniciantes e amadores, já começam com o pensamento de antes mesmo de aprender a dar um bom El rollo, normal e invertido com estilo e fluidez, já querem executar invertido aéreo, ars e backflips (por isso a maioria usa de força nas manobras).  Não vejo mais aquele respeito dos amadores com os profissionais como existia na minha época, é estranho isso, mas é real… Não falo de respeito em relação a medo (baterias) ou algo assim, mas pelo menos, quando entrarem na água, seja em um freesurf ou competição com mais educação e admiração pelos mais experientes, mais cascudos, entender melhor sobre o que é o bodyboarding brasileiro, sua data de início e história… Não sei se é o crescimento do esporte ou a forma com que ele está sendo dirigido, enfim… O importante é que o esporte está crescendo, mas não posso deixar de escrever que eu tenho o maior orgulho de ter sido um iniciante, mirim, Junior, sênior e amador muito educado e apaixonado pelo esporte, um verdadeiro bodyboarder de alma mesmo, eu tenho noção disso!!! Acredito que hoje em dia estão todos muito iguais, parecem ter sido feitos em formas, receitas do bolos ou sei lá, muito materializados e sem muito surf de alma, seriam efeitos colaterais da nossa evolução ? Espero que este texto possa mostrar o quanto é bacana aprender, saber e viver tudo do nosso esporte, quanto mais se sabe, mais se respira o Bodyboarding, é isso, espero que gostem das fotos.

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(Mike Stewart no auge dos seus vinte e poucos anos, pegando a blusa de lycra da competição em 1989, relíquia máxima esta foto)

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(Este é o havaiano Hauoli Reeves, um legendário em Pipeline)

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(Outro havaiano, Keith Sasaki, pioneiro na prática do da modalidade Dropknee)

shawnee 1991 manly beach Australia

(E fechando a matéria com a linda bodyboarder havaiana Shawnee oide, nesta foto ainda usava seu nome de solteira, atualmente Shawnee está casada com o dropkneerider Aka Lyman, naturalmente atendendo pelo nome de Shawnee Lyman. Ela que já foi um calo nas competições para as meninas no Brasil, quanta coisa bacana o nosso esporte tem, não acham ? )

Boas Ondas e Boa Sorte

Tubo nota dez do campeão do Turbo Pipeline Pro 2010

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Estamos postando o vídeo com a onda do Amaury Lavernhe, atleta que ganhou o Turbo Pipeline Pro de 2010.

Boas Ondas e Boa Sorte

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